Chegamos ao final do primeiro trimestre letivo e, muitas vezes, é somente neste momento que alguns pais e cuidadores se dão conta de que o desempenho escolar do(a) filho(a) não está de acordo com o que eles esperavam. Mas, o que nós pais estamos aguardando como resultado? Como podemos auxiliar os nossos filhos com os estudos?

Quando as crianças iniciam a sua vida escolar, os pais levam e buscam, entram na escola, conversam com os professores, se preocupam com as atividades que estão sendo desenvolvidas e com a estrutura física. Porém, na mesma medida que os filhos vão crescendo, muitos pais vão se afastando da escola e deixando de acompanhar os estudos dos filhos. É claro que existe um distanciamento natural, da presença física, a partir do momento em que as crianças e adolescentes vão ganhando mais autonomia. Porém, é necessário, até mesmo para que as crianças e jovens se sintam mais seguros, que os pais continuem se interessando genuinamente, por tudo o que acontece na escola e fundamentalmente, pelos sentimentos dos filhos diante das diversas experiências que a vida estudantil promove.

    • Seja o exemplo:

      Os pais são exemplo e modelo para os filhos de comportamentos e atitudes. Se você dá valor para a dedicação e esforço com os estudos, mostre interesse pelas tarefas de casa e pelos conteúdos estudados; organize, junto com o seu filho, os combinados e horários para que exista um momento do dia, em que ele irá se dedicar às atividades escolares; participe de reuniões, festas e outros eventos da escola. É por meio do exemplo, que seus filhos entenderão a importância que dos estudos.

 

    • Escolha da escola:

      É importante ressaltar que existem perfis de escolas e perfis de alunos. Dentro da rede privada, têm escolas com propostas muito diferentes, com metodologias diversificadas. Assim, como os alunos também são diferentes e podem aprender de forma mais eficiente com uma metodologia específica. Não defendo aqui a existência de escolas ou alunos “melhores” ou “piores”, mas sim, o que algumas instituições oferecem e as necessidades e características reais de cada criança ou adolescente. Você já perguntou para o seu filho se ele está feliz na escola onde estuda? Estar satisfeito com a escola tem relação com se sentir pertencente e bem aceito naquele ambiente (estabelecer uma relação amistosa e saudável com os colegas, professores, metodologia de ensino etc) e não com o seu rendimento escolar.

 

    • Parceria com a escola:

      Quando os pais escolhem a escola para os seus filhos, subentende-se que eles se identificam com os valores daquela instituição e confiam nos seus profissionais. Por isso, evite criticar a instituição ou os seus educadores, principalmente diante de seus filhos. Quando a criança ou o adolescente compreende que seus pais acreditam na proposta da escola, eles também tendem a desenvolver uma relação mais positiva com a instituição.

 

    • Evite os extremos:

      Evitar os extremos é buscar um equilíbrio. Esse equilíbrio  é variável de pai, para pai, de filho para filho, de família para família. Encontre a sua medida entre a extrema exigência e a falta de acompanhamento, entre assumir as responsabilidades que são dos seus filhos e não ajudá-los quando for necessário.

 

Existem várias dicas e orientações, mas, independente da situação, escute o seu filho. Escute sem julgamentos e de forma empática, acolhendo e valorizando os sentimentos dele. Possíveis dificuldades na escola são mais bem enfrentadas, quando a família encara o desafio com união.

Raquel Menezes Pacheco

Raquel Menezes Pacheco

Coach Infantojuvenil (ICIJ), Licenciada em Pedagogia (UFMG) e Mestre em Educação (UFMG). Sua experiência com crianças, adolescentes e famílias começou no trabalho desenvolvido como Supervisora Pedagógica da Educação Básica no estado da Bahia e em Minas Gerais.

Deixe uma resposta